Pipi, Biscuit e Lelé contam como foi encontrar as crianças na Bienal do Livro de São Paulo 2026: os abraços, as fotos, os livros abertos e a descoberta de que não é preciso ser grande para fazer coisas grandes.
A Matilha foi para a Bienal do Livro de São Paulo — quer dizer, os dublês gigantes foram — e voltou cheia de histórias. A Pipi descobriu que ser pequenininha pode ser uma grande vantagem, o Biscuit teve o trabalho mais difícil da vida dele (receber abraços) e a Lelé ficou orgulhosa de ver as crianças abrindo os livros e procurando palavras em outras línguas. Escolha um dos peludos e leia como foi.

Uma labradora amarela pequenininha, curiosa e cheia de perguntas. Ela vive ouvindo uma palavra diferente, descobrindo uma curiosidade nova e correndo para contar para todo mundo.
Oi! Eu sou a Pipi.
Preciso contar uma coisa que aconteceu na Bienal. Uma coisa MUITO IMPORTANTE.
Eu já sabia que encontraria um monte de crianças. A mamãe tinha contado. A Lelé tinha explicado.
O Biscuit disse que estava preparado para receber todos os abraços (o Biscuit sempre está preparado para receber todos os abraços).
Mas eu fiquei pensando… A Lelé é toda elegante, sabe um monte de coisas e tem aquela bandana roxa linda. O Biscuit é ENORME. Você consegue enxergar o Biscuit praticamente de outro planeta.
E eu? Bom… eu sou a menorzinha. Então achei que talvez as crianças fossem primeiro neles.
Só que começaram a chegar os pequenininhos. E sabem o que aconteceu? ELES ME ESCOLHERAM! Um monte de crianças pequenas queria chegar perto de mim.
Teve abraço. Teve fotografia. Teve mãozinha fazendo carinho. Teve criança encostando pertinho.
E eu fui entendendo uma coisa. Talvez elas tenham olhado para mim e pensado: “Essa é do meu tamanho.”
Quer dizer… mais ou menos. Porque eu continuo sendo uma Labrador. Mas perto do Biscuit, praticamente todo mundo parece pequeno.
Eu fiquei tão feliz! Aquela Pipi astronauta que saiu de casa de cinto de segurança, enquanto eu me despedia com meu lencinho, estava agora na Bienal recebendo os abraços que eu pedi para vocês darem.
VOCÊS DERAM MESMO! Eu sabia que podia confiar.
Depois fiquei pensando em uma coisa que quero contar para todas as crianças pequenininhas que me escolheram. Às vezes a gente olha para alguém maior e pensa: “Quando eu crescer, vou conseguir.” “Quando eu for grande, vou participar.” “Quando eu souber mais, vai chegar a minha vez.”
Eu sou a menor da Matilha. Às vezes preciso levantar a cabeça para olhar para todo mundo. Mas na Bienal descobri uma coisa: para caber num abraço, ser pequenininha pode ser uma GRANDE vantagem.
Obrigada a todas as crianças que me escolheram. Eu também escolheria vocês.
Até a próxima descoberta! 🩷 Porque aprender pode brilhar.

Um golden retriever enorme, dourado e muito fofo. Apesar dos seus mais de 50 quilos, ele continua acreditando que cabe no colo de qualquer pessoa. E, sinceramente... quase sempre consegue.
Oi! Eu sou o Biscuit.
Voltei da Bienal. Quer dizer… meu Biscuit gigante voltou da Bienal.
E eu preciso contar para vocês uma coisa: ele trabalhou MUITO. Primeiro ficou em pé. Depois sentou. Depois deitou. Depois… rolou no chão. Eu teria feito exatamente a mesma coisa.
Foi então que começaram a chegar as crianças. E o trabalho ficou realmente puxado. Uma criança me abraçou. Depois outra. Depois veio MAIS UMA.
Teve abraço no pescoço. Abraço na barriga. Abraço apertado. Abraço de duas crianças ao mesmo tempo. Teve gente que sentou pertinho. Teve gente que praticamente deitou em cima de mim. E teve criança que chegou, olhou para aquele Biscuit enorme no chão e aparentemente pensou: “Sim. É exatamente aqui que eu quero ficar.” Finalmente encontrei pessoas que entendem como uma Bienal deve funcionar.
A mamãe tinha dito que eu faria novos amigos. Eu achei que faria alguns. Mas foram chegando crianças que eu nunca tinha visto. Elas também nunca tinham me visto. Quer dizer… talvez já tivessem visto minha foto. É difícil saber. Eu sou bastante conhecido aqui em casa.
Mas elas chegavam perto, faziam carinho, abraçavam, sorriam… E pronto. Amigos.
Achei muito interessante. Porque às vezes a gente pensa que fazer amizade é uma coisa complicada. Que precisa saber o que falar. Que precisa ser engraçado. Que precisa conhecer as mesmas coisas.
Acho que amizade às vezes começa desse jeitinho. Com um “oi”. Uma risada. Uma brincadeira. Ou um abraço.
E depois daquele monte de abraços, eu tenho uma notícia importante: meu Biscuit gigante voltou para casa completamente amassado.
Estou muito orgulhoso. Significa que ele cumpriu a missão. Fez amigos. Recebeu carinho. Distribuiu carinho. E rolou no chão. Muito. Esse último item também é uma especialidade minha.
Obrigado a todo mundo que abraçou meu dublê na Bienal. Agora vocês fazem parte da minha turma de amigos. E aviso logo: aqui sempre cabe mais um.
Até a próxima! 💙 Porque aprender pode brilhar.

Uma labradora preta muito inteligente. Ela adora aprender coisas novas, ler, pesquisar e cuidar dos irmãos.
Oi! Eu sou a Lelé.
Eu vi as fotografias da Bienal. Vi a Pipi toda contente porque os pequenininhos escolheram justamente a menor da Matilha. Vi o Biscuit no chão recebendo tantos abraços que voltou para casa praticamente desamassado ao contrário.
Eu ri dos dois. Mas sabem o que mais me deixou feliz? As crianças abriram os livros. Elas chegaram perto. Folhearam. Olharam os desenhos. Apontaram para os planetas. Fizeram perguntas. E algumas começaram a procurar as palavras. Em português. Em inglês. Em italiano. Uma palavra conhecida aqui. Uma diferente ali. Uma tentativa de pronunciar outra.
E eu fiquei olhando tudo aquilo e pensando: é exatamente para isso que nossos livros existem. Não para uma criança abrir uma página e já saber tudo o que está escrito nela. Isso nem teria graça. Um livro pode servir para descobrir uma coisa que você ainda não sabe.
Pode fazer nascer uma pergunta. Pode apresentar uma palavra nova. Pode mostrar um planeta que você nunca tinha visto. Pode até fazer alguém olhar para uma palavra em outra língua e pensar: “Será que eu consigo falar isso?”
Consegue. Talvez não na primeira tentativa. Talvez saia engraçado. Talvez você precise perguntar. Tentar outra vez. E outra. Sabe o que eu acho? É assim que a gente aprende.
Eu sempre gostei de dividir o que sei. Mas na Bienal lembrei de uma coisa muito importante: para aprender, você não precisa ter todas as respostas. Precisa ter curiosidade. E disso aquelas crianças tinham um montão. Vi dedinhos passando pelas páginas. Olhinhos procurando detalhes. Crianças comparando palavras. Crianças querendo saber mais sobre o espaço.
E fiquei muito, muito orgulhosa. Porque uma aventura pode começar dentro de um foguete. Mas também pode começar com uma pergunta. Com um livro aberto. Ou com uma palavrinha que você ainda não conhece. E essa viagem pode levar muito longe.
Até sábado, exploradores!
💜 Porque aprender pode brilhar.
Prepare suas perguntas, reúna a família e venha encontrar Allegra, Pietra e Biscuit na Bienal do Livro de São Paulo 2026.