Lelé descobre que mamães orangotangos atravessam a floresta para seus bebês brincarem, Pipi quer organizar uma festa nas árvores e Biscuit já está planejando um almoço (imaginário) com alcachofras.
Oi, amiguinhos!
Na quarta-feira passada, nossas novidades não chegaram por aqui. Desculpem a demora! A gente sabe que vocês estavam esperando! ❤️
Mas temos uma notícia BOA! Nesta quarta-feira, vamos compensar tudinho! DOIS posts novinhos no nosso blog! E as páginas do nosso Álbum de Scrapbooking também vão chegar EM DOBRO!
A Pipi já está comemorando e perguntou se tudo agora vai ser em dobro. Inclusive os petiscos. O Biscuit achou a ideia maravilhosa. A Lelé explicou que é só desta vez. Os dois estão tentando negociar.
Obrigada pela paciência, amiguinhos! Preparamos tudo com muito carinho para vocês. Hoje tem diversão em dose dupla!
Com amor e muitas patinhas,
💜 Lelé, 🩷 Pipi, 💙 Biscuit e a mamãe Lu
Porque aprender pode brilhar.
Lá nas florestas de Bornéu, na Ásia, algumas mamães orangotangos caminham de galho em galho só para que seus bebês encontrem amiguinhos para brincar. A notícia chegou à Matilha e cada peludo reagiu do seu jeito: a Lelé ficou encantada com o esforço das mamães, a Pipi quer organizar uma festa e o Biscuit já está planejando um almoço. Escolha um dos peludos e leia o que ele tem a dizer.

Uma labradora preta muito inteligente, responsável e organizada — que adora uma descoberta e já sabia que a Pipi ia perguntar sobre o escorregador.
Oi! Eu sou a Lelé.
E hoje descobri uma coisa tão fofinha que precisei contar correndo para a Pipi e o Biscuit!
Vocês sabiam que algumas mamães orangotangos fazem passeios pela floresta para que seus bebês encontrem amiguinhos para brincar?
É VERDADE! Lá nas florestas de Bornéu, na Ásia, vivem orangotangos de pelos alaranjados, braços compridos e mãos que agarram os galhos com uma habilidade incrível!
Mas tem uma curiosidade: eles gostam de ficar mais sossegadinhos, longe de grandes grupos. Por isso, encontrar outro orangotanguinho para brincar nem sempre é fácil.
E sabem o que algumas mamães fazem? Caminham pela floresta, de galho em galho, até encontrar outras mães com bebês!
Os cientistas passaram muitos anos observando essas famílias e perceberam que, nos dias desses encontros, as mamães chegam a andar mais e até passam menos tempo procurando comida. Tudo indica que elas fazem um esforço especial para que seus filhotes tenham companhia!
Imaginem a alegria dos pequenos! Um se pendura num galho, o outro balança, os dois se agarram e começam aquela bagunça gostosa de quem está descobrindo o mundo.
Quando contei isso para a Pipi, ela perguntou se poderíamos construir um parquinho nas árvores para receber os bebês.
Expliquei que eles precisam brincar livres, na floresta deles.
Ela pensou um pouquinho.
Depois perguntou quanto custaria mandar um escorregador para Bornéu.
Eu deveria ter previsto essa pergunta.
Já o Biscuit ficou tão encantado que quis abraçar as mamães, os bebês e convidar todo mundo para almoçar.
Expliquei que orangotangos são animais selvagens e que precisam ficar na floresta, sem receber abraços ou comida das pessoas.
Ele entendeu perfeitamente.
Só perguntou se isso também significava que não poderia enviar uma sobremesa.
Significava, sim.
E sabem o que eu mais gostei nessa descoberta?
Que até lá no alto das árvores, no meio de uma floresta enorme, existem mamães fazendo um esforço especial para que seus filhotes possam brincar e aprender!
Por isso precisamos cuidar das florestas. Elas são a casa dessas famílias e o lugar onde os orangotanguinhos podem crescer, fazer amigos e viver suas aventuras.
Agora me contem: qual brincadeira vocês acham que dois bebês orangotangos mais gostam de fazer?
A Pipi votou em pega-pega nos galhos.
O Biscuit votou em piquenique.
Eu não vou perguntar se ele ainda está pensando naquele almoço.
Já sei a resposta.
💜 Porque aprender pode brilhar.

Uma labradora amarela pequenininha, cheia de perguntas e de ideias — e atual organizadora (não oficial) do Primeiro Grande Encontro de Bebês Orangotangos.
Oi! Eu sou a Pipi.
E descobri que existem mamães orangotangos que levam seus bebês para brincar com outros bebês orangotangos!
GENTE. ISSO É MARAVILHOSO.
A Lelé explicou que eles vivem nas florestas de Bornéu, na Ásia, e que as mamães às vezes caminham bastante para encontrar outras famílias.
Eu tenho algumas perguntas.
PRIMEIRA: como uma mamãe orangotango sabe onde está a outra?
SEGUNDA: como elas combinam o encontro se não têm telefone?
TERCEIRA: quem leva os brinquedos?
A Lelé explicou que elas não combinam encontros como nós. Os cientistas perceberam que algumas mamães mudam seus caminhos pela floresta e acabam encontrando outras mães com filhotes.
Entendi.
Mais ou menos.
Porque se eu estivesse numa floresta ENORME procurando uma amiga, provavelmente precisaria de um mapa. Ou de uma placa. OU DE UM MEGAFONE!
A Lelé disse que um megafone na floresta não seria uma boa ideia. Certo. Vamos pensar em outra coisa.
Então comecei a imaginar os bebês brincando. Um pendurado num galho, outro balançando, outro tentando subir numa árvore…
ESPERA.
BEBÊS ORANGOTANGOS SABEM SUBIR EM ÁRVORES?
A Lelé explicou que eles aprendem aos pouquinhos, sempre pertinho das mamães.
Achei muito importante. Porque eu também aprendi muitas coisas com a minha mamãe. Inclusive que não devemos tentar subir na estante da sala. Foi uma descoberta bastante educativa.
Mas fiquei pensando em outra coisa. Se as mamães fazem tanto esforço para levar os bebês aos encontros, é porque brincar deve ser MUITO importante!
A Lelé disse que é mesmo. Brincando, os pequenos aprendem a usar o corpo, descobrem coisas novas e conhecem outros orangotangos.
ENTÃO TIVE UMA IDEIA.
Ele adorou essa última parte. Na verdade, perguntou se poderia cuidar do almoço inteiro.
Achei ótimo. Trabalho em equipe!
A Lelé nos lembrou que não podemos alimentar orangotangos selvagens e que eles precisam viver livres, na floresta deles.
Tudo bem. Cancelamos o almoço.
O Biscuit perguntou se os convidados poderiam levar a comida de casa.
Eu achei uma pergunta excelente.
A Lelé olhou para nós dois daquele jeito dela.
Acho que isso também significa não.
Mas ainda tinha uma dúvida. Se brincar faz tão bem para os bebês, o que acontece quando as árvores desaparecem?
A Lelé explicou que, sem floresta, os orangotangos perdem suas casas, os lugares onde procuram comida e até os caminhos que usam para encontrar outros orangotangos.
Fiquei pensando nisso. Porque seria muito triste querer brincar com um amigo e descobrir que o caminho até a casa dele desapareceu. Por isso precisamos proteger as florestas e os animais que vivem nelas!
E sabem de uma coisa? Decidi que os bebês orangotangos não precisam da minha festa. Eles já têm uma floresta inteira para brincar! Só precisam que a gente ajude a cuidar dela.
Mesmo assim, continuo achando que o campeonato de ficar de cabeça para baixo seria um SUCESSO.
Agora quero saber: se vocês fossem orangotanguinhos, qual seria a primeira brincadeira que fariam nas árvores?
Eu já escolhi a minha.
A Lelé disse que não posso testar na cortina da sala.
Nem no varal.
Nem na árvore do vizinho.
Francamente, está ficando difícil organizar meus treinamentos.
🩷 Porque aprender pode brilhar.

Um golden retriever enorme, dourado e muito fofo, que quer abraçar todo mundo — e que tem uma opinião muito firme sobre alcachofras.
Oi! Eu sou o Biscuit.
A Lelé contou uma coisa tão bonita que fiquei pensando nela o dia inteiro.
Existem mamães orangotangos que passeiam pela floresta para seus bebês encontrarem amiguinhos e brincarem juntos!
Gente. Que coisa mais linda.
Imaginem uma mamãe orangotango caminhando entre as árvores, com seu bebezinho agarradinho nela. Aí aparece outra mamãe, com outro bebezinho. E os dois pequenos se encontram!
Eu já estou imaginando aqueles bracinhos compridos, os pelinhos alaranjados, as carinhas fofinhas…
QUERO ABRAÇAR TODOS.
As mamães também.
E, se tiver uma vovó orangotango por perto, quero abraçar a vovó.
A Lelé explicou que orangotangos são animais selvagens e que não podemos sair abraçando ninguém na floresta.
Tudo bem. Mas posso gostar deles de longe, não posso?
Ela disse que sim.
Ótimo. Porque já gosto muito.
E fiquei pensando numa coisa. As mamães orangotangos andam bastante para que seus bebês possam brincar. Às vezes, até deixam de procurar comida por um tempinho! Achei isso muito bonito. Mas também fiquei preocupado. Porque caminhar tanto deve dar uma fome…
Então tive uma ideia.
UM ALMOÇO PARA AS MAMÃES ORANGOTANGOS!
Eu poderia preparar uma mesa enorme, com frutas deliciosas, folhas fresquinhas e algumas alcachofras.
Eu adoro alcachofras. A Pipi também.
A mamãe disse que, se continuarmos gostando de comidas tão caras, vai precisar vender muitos livros.
Não entendi muito bem, mas estou disposto a ajudar. Posso comer as alcachofras que sobrarem. Assim combatemos o desperdício.
A Pipi gostou da ideia do almoço e já começou a organizar os convidados. Ela quer convidar todos os bebês da floresta. TODOS. Até os que não são orangotangos.
Achei maravilhoso. Quanto mais amigos, melhor!
Mas a Lelé explicou que os animais selvagens precisam encontrar sua própria comida e que não devemos alimentá-los.
Entendi. Então podemos fazer um almoço imaginário!
Nesse almoço, as mamães descansam, os bebês brincam e ninguém precisa se preocupar com nada.
Eu ficaria responsável pelos abraços imaginários.
E pelas sobremesas.
Também imaginárias, infelizmente.
Mas sabem o que mais me deixou feliz nessa história? Descobrir que brincar é uma coisa muito importante para os bebês orangotangos. Eles aprendem a subir nas árvores, a se equilibrar nos galhos e a conhecer outros orangotangos.
E tudo isso enquanto se divertem!
Mas agora fiquei pensando nos orangotanguinhos. Eles precisam das árvores para brincar, das florestas para morar e das mamães para cuidar deles.
Se as árvores desaparecerem, onde vão brincar? Onde vão encontrar seus amiguinhos? Onde vão morar com suas famílias?
Eu não quero que isso aconteça. Quero que todos eles tenham uma floresta enorme, cheia de árvores, frutas, galhos e lugares gostosos para descansar. E muitos amigos para encontrar pelo caminho!
Então, mamães orangotangos, quero dizer uma coisa.
Vocês são muito especiais.
Espero que seus bebês cresçam felizes, aprendam muitas brincadeiras e encontrem sempre outros orangotanguinhos para brincar.
E, se um dia vocês encontrarem uma alcachofra deliciosa na floresta…
Lembrem-se de mim.
Pensando bem, melhor não. Uma alcachofra custa vinte reais. Vou guardar a minha.
💙 Porque aprender pode brilhar.
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