Lelé explica a história do Bukang-i, o tubarão que se perdeu num canal na Coreia do Sul, Pipi cria um plano de resgate (quatro, na verdade) e Biscuit descobre que entende o tubarão melhor do que gostaria.
Um tubarão de três metros e meio foi atrás de uns peixinhos, entrou num canal em Busan, na Coreia do Sul, e não conseguiu mais achar o caminho de volta para o mar. A Matilha acompanhou a história do Bukang-i de pertinho — e cada peludo tirou dela uma lição diferente. Escolha um dos peludos e leia o que ele tem a dizer.

Uma labradora preta muito inteligente, responsável e organizada — que acompanha as notícias, explica o mundo para os irmãos e sabe muito bem o que acontece quando alguém segue comida sem olhar o caminho.
Vocês já entraram em algum lugar e depois pensaram: “Espera. Por onde eu vim?” Pois isso aparentemente também pode acontecer com um tubarão de três metros e meio.
O nome dele é Bukang-i e ele apareceu em um canal na cidade de Busan, na Coreia do Sul. Os pesquisadores acham que ele pode ter entrado ali seguindo peixinhos que queria comer.
Até aqui, eu entendo. O problema foi a segunda parte: ele não conseguiu encontrar o caminho de volta para o mar.
Quando contei isso para a Pipi e o Biscuit, os dois ficaram em silêncio. Eu fiquei olhando para eles. Eles ficaram olhando para mim. Nem uma palavra.
Porque entrar num lugar seguindo comida e depois se perder é exatamente o tipo de coisa que os dois fariam.
O Bukang-i acabou ficando famoso. Muito famoso. As pessoas começaram a ir ao parque só para vê-lo e ele ganhou milhares e milhares de novos fãs.
Mas existe uma coisa importante que precisamos lembrar: um animal selvagem não deixa de ser selvagem porque ficou famoso. O melhor lugar para Bukang-i não é um canal cheio de visitantes. É o mar. E agora especialistas e equipes de resgate estão tentando ajudá-lo a voltar para lá. Hoje eles tentaram conduzi-lo para a saída com barcos e jatos de água.
Bukang-i? Desviou de tudo. Durante horas. Francamente, admiro a habilidade. Mas não ajudou muito no resgate.
A próxima tentativa deverá usar uma grande rede feita especialmente para aquele canal, para tentar guiá-lo de volta ao mar.
E o que nós podemos fazer para ajudar?
Primeiro, deixar o trabalho para quem entende. Não tentar tocar no animal. Não entrar na água. Não jogar comida. Não fazer nada que possa assustá-lo ou atrapalhar quem está tentando ajudá-lo.
E podemos fazer outra coisa muito importante: torcer pelo Bukang-i e aprender com ele.
Eu espero que, muito em breve, Bukang-i encontre a saída, volte para o mar e desapareça lá no azul. Mesmo que seus milhares de novos amigos sintam saudade.
Pipi acabou de perguntar se podemos mandar uma plaquinha para ele escrito:
“A SAÍDA É PRA LÁ ➡️”
Talvez seja melhor deixar o resgate com os especialistas.
💜 Porque aprender pode brilhar.

Uma labradora amarela pequenininha, cuidadora oficial da vovó e inventora de planos de resgate — nem todos aprovados pela Lelé.
Oi! Eu sou a Pipi.
E temos um problema. UM TUBARÃO ESTÁ PERDIDO.
Não é um tubarão pequenininho. Não é um filhote. Não é um tubarão que a gente pega no colo e fala:
— Vem cá, meu amorzinho, onde está sua mamãe?
Ele tem aproximadamente… TRÊS METROS E MEIO. O nome dele é Bukang-i e ele está em Busan, na Coreia do Sul.
Parece que ele entrou num canal onde havia peixinhos. Talvez tenha ido atrás deles para comer. Eu entendo. Você vê uma coisa interessante. Vai olhar. Anda mais um pouquinho. Só mais um pouquinho… E de repente: CADÊ O CAMINHO DE VOLTA?
Isso já aconteceu comigo. Na Bienal. Mas não vamos falar sobre isso agora.
O importante é que Bukang-i precisa voltar para o mar, e estão tentando ajudá-lo. Quando soube disso, comecei imediatamente a pensar em soluções.
🩷 PLANO DE RESGATE DA PIPI
IDEIA NÚMERO 1:
Colocar uma placa enorme: MAR ➡️
A Lelé explicou que tubarões não sabem ler placas.
Certo. Falha de planejamento.
IDEIA NÚMERO 2:
Colocar peixinhos formando um caminho até a saída.
Achei GENIAL. A Lelé disse que não devemos alimentar animais selvagens nem fazer coisas que possam interferir no trabalho dos especialistas.
Certo. Retirada a ideia dos peixinhos. O Biscuit pediu para ficar com eles. Também não.
IDEIA NÚMERO 3:
Eu entro na água e mostro o caminho.
A Lelé nem deixou eu terminar.
— NÃO.
— Mas eu sei nadar!
— Pietra.
— Tá bom.
Ideia cancelada.
IDEIA NÚMERO 4:
Conversar com ele.
— Bukang-i! Amiguinho! É para lá!
A Lelé ficou me olhando. Talvez os tubarões também não falem português. Precisamos investigar isso.
Então perguntei:
— Lelé, mas se eu não posso entrar na água, não posso jogar peixinhos e ele não consegue ler minha placa…
COMO EU AJUDO?
E ela me explicou uma coisa importante.
Às vezes ajudar não significa fazer alguma coisa com as próprias patas.
As equipes que cuidam do Bukang-i têm especialistas que conhecem tubarões, barcos e equipamentos. Eles estão pensando em maneiras de guiá-lo para fora sem machucá-lo.
E nós podemos ajudar não atrapalhando.
Não entrar na água, não tentar tocar nele, não jogar comida, não assustá-lo. E deixar que as pessoas que sabem fazer esse tipo de resgate façam o trabalho delas.
Confesso que achei um pouco difícil. Eu gosto de ajudar.
Sou Cuidadora da Vó, afinal. Quando alguém precisa de alguma coisa, minha primeira vontade é correr para fazer alguma coisa.
Então estou aqui. Esperando notícias e torcendo.
E pensando no Bukang-i.
Espero que logo ele encontre o caminho de volta para aquele mar enorme onde um tubarão de três metros e meio pode nadar para onde quiser.
E, quando ele finalmente sair do canal, quero deixar registrado:
A IDEIA DA PLACA ERA BOA.
Só precisamos ensinar tubarões a ler. Vou pesquisar.
🩷 Porque aprender pode brilhar.

Um golden retriever enorme, dourado e muito fofo, que entende perfeitamente o que é seguir um petisco sem prestar atenção no caminho — principalmente se o petisco for queijo.
Oi! Eu sou o Biscuit.
A Pipi veio correndo me contar que existe um tubarão de aproximadamente três metros e meio preso num canal na Coreia do Sul.
Eu fiquei preocupado.
Aí ela explicou como ele pode ter ido parar lá. Parece que havia peixes no canal. O Bukang-i provavelmente entrou procurando comida e depois não conseguiu encontrar o caminho de volta para o mar.
Parei. Pensei. E falei:
— Eu entendo esse tubarão.
A Lelé fechou os olhos. Não sei por quê.
Imaginem a situação: você está nadando tranquilamente.
Então vê um peixinho. Vai atrás. Aparece outro. Você continua. Talvez tenha mais um ali na frente. E quando percebe… VOCÊ NÃO SABE MAIS ONDE ESTÁ.
Gente. Isso pode acontecer com qualquer um. Uma vez segui um pedaço de queijo até a cozinha e só voltei porque me chamaram. Não é exatamente a mesma coisa, mas emocionalmente acho bastante parecido.
Agora o Bukang-i está naquele canal e um monte de gente está torcendo para que ele consiga voltar ao mar. E eu também, muito.
Perguntei para a Lelé se não dava para colocar um peixão delicioso na saída. Ela disse que a Pipi já teve essa ideia. Claro que teve.
Depois perguntou:
— E o que você faria se colocassem comida no caminho?
— Seguiria.
— Mesmo sem saber para onde estava indo?
— Lelé, tem comida.
Ela ficou em silêncio. Acho que ganhei a discussão. Então pensei melhor. Talvez não tenha ganhado. Porque foi justamente assim que o Bukang-i pode ter ido parar onde está.
E sabe de uma coisa? Eu fiquei com um pouquinho de pena dele. Porque todo mundo está achando a história curiosa, ele virou uma celebridade e ganhou milhares de fãs… mas ele não sabe disso. Ele é só um tubarão tentando entender como sair dali. E deve ser estranho não conseguir voltar para o lugar onde você deveria estar. Por isso espero que os especialistas consigam ajudá-lo logo.
A Lelé explicou que nós não devemos entrar na água, tentar tocar nele, alimentá-lo ou inventar nosso próprio resgate. Achei importante esclarecer principalmente a parte da comida. Porque eu e a Pipi já tínhamos um plano.
Foi cancelado.
Agora nossa função é torcer.
Mas desta vez… presta atenção no caminho de volta.
Eu vou tentar fazer o mesmo.
Embora não prometa nada se tiver queijo.
💙 Porque aprender pode brilhar.
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